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Fabiola Rago
Fabiola Rago
10 Dicas para o fabricante de esquadrias
Produza corretamente e conquiste o comprador/consumidor:

1. Definição da melhor tipologia de acordo com o uso da edificação
É importante que o fabricante busque a informação sobre onde a esquadria solicitada será instalada. Por exemplo, se for em um dormitório ele não pode deixar de informar o comprador sobre as exigências acústicas previstas na ABNT NBR 15575-4, norma referente ao desempenho das edificações. Uma janela de correr com persiana integrada e boa vedação pode ter um resultado acústico satisfatório, mas também pode ser utilizada uma tipologia denominada “giro e tomba” largamente utilizada na Europa que possui ótima vedação acústica. 
O consumidor busca em uma esquadria conforto e proteção e o fabricante deve orientar o consumidor como estes dois itens podem ser satisfatórios com a escolha correta da esquadria.

2. Definição do material a ser utilizado na fabricação da esquadria
Todas as esquadrias fabricadas em aço, alumínio, pvc, madeira, vidro devem ter o mesmo desempenho mínimo especificado na norma ABNT NBR 10821-2. A escolha do material está relacionada à opção estética, facilidade de fornecimento na região, cultura, custo-benefício entre outros. Esquadrias de todos os materiais podem apresentar qualidade, mas o fornecedor deve demonstrar isto para deixar o consumidor mais confiante e satisfeito com sua escolha.

3. Dimensionamento correto da esquadria em relação ao vão a ser fechado
Principalmente no caso de esquadrias fabricadas sob medida para as obras, este item deve ser abordado. Quem irá medir o vão e passar as informações para a correta fabricação? É muito importante buscar um profissional gabaritado por meio de um contrato assinado com ele.

4. Definição do tipo de instalação em conjunto com o consumidor: com contramarco, chumbada no vão ou vão acabado
Cada tipo de instalação necessita de um cuidado diferente e esta escolha tem que ser feita em conjunto com o consumidor. Por exemplo, a instalação em vão acabado permite que a esquadria seja instalada no fim da obra, como um produto de acabamento da edificação, não sofrendo danos em seu tratamento de superfície. Quando uma janela é vendida na loja, normalmente o consumidor irá chumbá-la diretamente na parede e o mesmo deve ser orientado através de manuais de instalação que mostram como fazer esta fixação sem danificar a esquadria e muitas vezes sem retirá-la da embalagem. A forma de instalação e as responsabilidades de cada etapa, também devem ser definidas através de um contrato entre o fabricante de esquadrias e o consumidor/construtor.

5. Dimensionamento dos perfis a serem utilizados de acordo com a região do País onde está localizada a edificação e a altura da mesma
O fabricante deve questionar o consumidor em relação à pressão de ventos à qual a esquadria estará submetida. Inclusive em relação às chuvas, ventanias e temporais. Neste caso, há duas perguntas básicas.

• Qual a região do País onde está localizada a edificação? Sabemos que o Brasil é dividido em cinco regiões com maiores ou menores incidências de ventos (Regiões I a V). Com o auxílio da ABNT NBR 10821-2, o fabricante identifica esta região e informa ao consumidor. 

• Qual a altura total da edificação onde serão instaladas as esquadrias?

6. Definição do tipo de vidro e de sua espessura
O fabricante deve orientar o consumidor em relação à espessura de vidro que pode ser utilizada para cada dimensão de vão e sobre a necessidade de se utilizar vidro de segurança para esquadrias posicionadas abaixo de 1,10m.

7. Apresentação do projeto da esquadria com detalhes de planta e corte, que demonstrem ao cliente os perfis e componentes a serem utilizados
Quanto mais detalhes forem representados neste projeto, mais os pontos favoráveis da esquadria poderão ser demonstrados ao consumidor. Ele precisa entender todos os cuidados necessários apresentados no projeto para a obtenção do desempenho ideal, para poder diferenciar uma esquadria de outra e valorizar aquela que foi bem desenvolvida.

8. Definição do sistema de vedação da esquadria e dos componentes que farão parte da mesma
Com base no projeto, o fabricante deve demonstrar quais são os sistemas de vedação adotados para a esquadria. A vedação será responsável pela estanqueidade à água, conforto térmico e conforto acústico. O consumidor deve entender a diferença que faz um dreno bem usinado em relação a um furo no trilho feito com uma furadeira e a importância das escovas de vedação entre os perfis.

9. Apresentação da qualificação do fabricante de esquadria e relatório de ensaio do produto a ser adquirido, comprovando o atendimento completo à ABNT NBR 10821-2
O fabricante qualificado tem uma resposta imediata para fornecer ao consumidor em relação ao atendimento da ABNT NBR 10821-2 para a tipologia, dimensão, região do País e altura da edificação. Este diferencial deve ser valorizado. A informação dos fabricantes qualificados fica disponível no site do PBQP-H (www.cidades.gov.br/pbqp-h)

10. Fornecimento de manual de manutenção preventiva para que a esquadria tenha vida útil de pelo menos 20 anos
Uma esquadria deve ser projetada e fabricada para uma vida útil de no mínimo 20 anos. Durante este tempo da vida útil, devem ser realizadas pelo consumidor manutenções preventivas que devem estar indicadas no Manual do fabricante, que incluem desde limpeza frequente até a eventual troca de um componente (roldana, escova de vedação, entre outros).

A vida útil de um projeto é requerida de acordo com a definição do nível de desempenho da obra, podendo ser mínima, intermediária ou superior (20, 25 ou 30 anos) para esquadrias entre vãos, podendo chegar a 60 anos para fachadas em edificações de nível superior de desempenho.
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